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sábado, 29 de junho de 2013

Governador de SP diz que ira vender Helicóptero e Extinguir 2000 cargos






Venda de aeronave irá gerar economia de R$ 4,5 milhões por ano.
Governo também irá abrir mão de mil carros usados por servidores.


Showins Mund


briel 

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta sexta-feira (28) um pacote de cortes em gastos públicos que inclui a venda do helicóptero usado por ele e a extinção de 2.036 cargos comissionados que estão vagos. O governo estadual espera economizar, apenas com a venda da aeronave, R$ 4,5 milhões por ano.
As medidas foram tomadas após as manifestações pelo país e a revogação, na semana passada, do reajuste da tarifa de trens da CPTM e do Metrô. Com a venda da aeronave, Alckmin usará nos deslocamentos um helicóptero Águia, da Polícia Militar, que já fica à disposição do Executivo paulista. “O Estado de São Paulo não gasta mais do que arrecada. Nós não fabricamos dinheiro, então temos que ter equilíbrio orçamentário e, de outro lado, não podemos cortar investimentos”, disse.

Inicialmente, ao anunciar a revogação do aumento, Alckmin tinha afirmado que investimentos seriam cortados. "Um sacrifício grande, nós vamos ter que cortar investimentos porque as empresas não suportam, não têm como arcar com essa diferença", disse o governador na quarta-feira (19).
A extinção dos cargos comissionados estará em um decreto que deve ser publicado neste sábado (29) no Diário Oficial. O governo diz, ainda, que irá devolver 436 carros alugados, em uma economia de R$ 6,5 milhões ao ano. Também serão vendidos 1.044 veículos do governo do estado. A expectativa é economizar R$ 3,1 milhões com a manutenção dos carros. Alckmin apresentou metas de economia de água, luz, combustível, passagens aéreas e diárias de hotel.
Helicóptero do governo do estado de São Paulo que será vendido por Alckmin (Foto: Divulgação)Helicóptero do governo do estado de São Paulo que
será vendido por Alckmin (Foto: Divulgação)
O governador decidiu, ainda para economizar dinheiro, fazer uma reestruturação. A Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano será extinta após dois anos e meio da sua criação. A pasta será incorporada à da Casa Civil.
Três autarquias passarão por uma fusão: a Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e o Centro de Pesquisas de Administração Municipal (Cepam). Também serão extintas a autarquia Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades (Sutaco) e a estatal Companhia Paulista de Eventos e Turismo (Cepetur). A economia será de cerca de R$ 355 milhões apenas nessa reestruturação: R$ 129 milhões neste ano e R$ 226 milhões em 2014. Segundo o governador, a extinção dos órgãos pode provocar a demissão de alguns funcionários.
"É um esforço de gestão para melhorar a eficiência do gasto público e compensar a redução de tarifa", disse Alckmin nesta sexta. "Eu acho que a redução da tarifa foi importante, agora é melhorar o serviço público", disse sobre investimentos em trens e Metrô.
Na última segunda-feira (24), o governador afirmou que não irá cortar nenhum investimento para bancar a revogação do aumento das passagens, que caíram de R$ 3,20 para R$ 3 após uma série de manifestações em São Paulo. A previsão é gastar mais de R$ 1 bilhão por ano com subsídios e gratuidades nos trens e Metrô. Apenas na manutenção da tarifa, serão gastos R$ 210 milhões.
“Acho que os recados das ruas, as vozes das ruas são: queremos custos menores, queremos redução de tarifa, mas queremos qualidade no serviço público. E qualidade no serviço público implica investimentos em Metrô, trem, mobilidade urbana e corredores de ônibus”, afirmou Alckmin nesta sexta-feira.
Outros anúncios
O corte de gastos é mais um anúncio feito pelo governador depois das manifestações ocorridas em todo o país. Ele afirmou nesta terça-feira (25) que irá aumentar o auxílio-moradia na região metropolitana São Paulo, onde, segundo ele, o aluguel é mais caro.
A decisão foi tomada após uma reunião com líderes do movimento Terra Livre e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que realizaram manifestações. O valor, que para alguns seria de R$ 300, será igualado no valor de R$ 400 para os beneficiados.
Após encontro com a presidente Dilma Rousseff nesta segunda-feira (24), em Brasília, Alckmin anunciou ainda projetos para o pacto de mobilidade. Ele pretende pedir financiamento para três obras - uma no interior e duas na região metropolitana.
O primeiro projeto é de prolongamento do Corredor Noroeste de Campinas. Atualmente, ele vai de Campinas a Sumaré. Com as obras, passaria a ligar também as cidades de Nova Odessa, Americana, até a região de Santa Barbara D'Oeste. O projeto, que prevê 24,5 km de corredor, custará R$ 380 milhões. O segundo projeto prevê reforma, ampliação e modernização de 30 estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na Grande São Paulo. O custo seria de R$ 1,2 bilhão.
O terceiro investimento é a ampliação da Linha 5-Lilás, do Metrô, que liga o Capão Redondo e o Largo 13 de Maio. Três novas estações seriam criadas no trecho, que passaria a fazer a conexão entre o Capão Redondo e o Jardim Ângela. Ao todo, seriam mais 4 km de Metrô. As novas estações são Parque São Dias, Parque São José e Jardim Ângela. Segundo Alckmin, já existe um projeto funcional. Na linha 5-Lilás, conhecida como linha dos hospitais, 11 estações já estão em obras.
A ampliação da Linha 5 custaria R$ 2 bilhões. “Se o governo puder participar com a metade já está ótimo”. Alckmin reforçou que o governo do estado está disposto a fazer parcerias. “Nós sempre fazemos parcerias. Não precisa ter 100% de recurso federal. O que tiver, nós aceitamos e agradecemos.”

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Manifestantes protestam contra 'cura gay' durante mais de 4 horas no Rio

Cerca de mil manifestantes caminharam pelo Centro do Rio, nesta sexta-feira (28), num protesto contra o projeto de "cura gay", aprovado pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em Brasília. O ato, iniciado na Candelária, terminou em frente a Câmara do Rio, mais de quatro horas depois da concentração. O tráfego da Avenida Rio Branco chegou a ser fechado.
A psicóloga Fernanda Haikal, do Conselho Regional de Psicologia, foi à manifestação em apoio ao movimento e criticou o projeto do deputado Marco Feliciano, que preside a comissão responsável pela aprovação do projeto. "Considero a medida perversa porque não se trata de uma doença, nem uma opção, mas de uma condição. No entendimento da psicologia, nós profissionais podemos acolher e orientar para amenizar a dor do preconceito, se for o caso, mas não podemos mudar o que a pessoa é", disse.
Eula Rochard, artista, quer que Dilma proteja grupo LGBT.  (Foto: Priscilla Souza)Eula Rochard, artista, quer que Dilma proteja grupo
LGBT. (Foto: Mdrgoldpower/Sm)
Além de protestarem contra o projeto de "cura gay", os manifestantes são contra o estatuto do nascituro e pedem a elaboração de uma lei que criminalize a homofobia. "Queria que a Dilma se posicionasse em relação à população LGBT. Não pode deixar esse cara [deputado Marco Feliciano] ficar massacrando a população  LGBT, que também votou nela, sem fazer nada", disse Eula Rochard, artista e membro do  Grupo Diversidade de Niterói.
Julio Moreira quer legislação contra homofobia (Foto: Priscilla Souza)Julio Moreira (à esquerda na foto) quer legislação
contra homofobia (Foto: Mdrgoldpower/Sm)
A manifestação aconteceu no Dia Mundial do Orgulho Gay. Para Moreira, a aprovação da lei que criminaliza a homofobia é de fundamental importância para a comunidade LGBT. "Enquanto isso não acontecer, a violência vai continuar. Só no ano passado, foram 338 assassinatos no estado do Rio. E essa é uma violência que atinge a sociedade como um todo", disse, acrescentando que a lei tramita no Congresso Nacional desde 2001.
Entre os cânticos da manifestação: "eu amo homem, amo mulher. Tenho direito de amar quem eu quiser" e "fora Feliciano".
O secretário de Ambiente, Carlos Minc, chegou por volta de 17h30 à concentracão do ato. Minc é autor de uma lei estadual que punia estabelecimentos comerciais que discriminam a comunidade LGBT e ficou em vigor durante 12 anos. Em 2012, a lei foi derrubada pelo Tribunal de Justiça. No entanto, este ano o governador Sérgio Cabral enviou à Assembleia Legislativa do Rio o projeto de lei 2.054, com o mesmo teor. Para o secretário, a votação da lei, uma das reivindicações dos manifestantes, é de fundamental importância.
"Há uma resistência na Alerj, mas é preciso repor a lei que foi derrubada", disse.
Minc também criticou o projeto de "cura gay". "Isso é a mesma coisa que dizer que 12% da população é doente. Não se pode dizer "seu jeito de amar é doente". Quem pensa assim não bate bem da cachola", disse o secretário, acrescentando que acredita que o projeto não vá avançar por causa das manifestações:  "Do mesmo jeito que não aprovaram a PEC 37, não vai passar. Agora, está todo mundo bonzinho. A voz das ruas é um fluído mágico. Um elixir da felicidade", afirmou o secretário.